79% das empresas da lista Fortune 100 utilizam mídia social
mar2
Posted By Erin Byrne

No ano passado a Burson-Marsteller realizou um estudo sobre as empresas da lista Fortune 100 nos EUA para determinar se e como elas estavam usando a mídia social. Foi um estudo interessante que demonstrou que o Twitter era a plataforma preferida.

No ano passado compilamos dados sobre as empresas da lista Fortune 100 em todo o mundo. O estudo foi divulgado hoje e demonstra que 79% das empresas da lista Fortune 100 em todo o mundo estão usando pelo menos um elemento de mídia social considerado – Facebook, Twitter, YouTube e blogs corporativos. A pesquisa identificou que 65% delas estão usando o Twitter, 54% possuem uma página no Facebook, 50% delas estão no YouTube e apenas 33% delas possuem um blog corporativo que pudemos encontrar com facilidade.

Foi interessante averiguar que apenas 20% das empresas estudadas estão usando todas as quatro plataformas para engajar suas audiências. Isso me surpreendeu já que a oportunidade na mídia social é despender tempo onde suas audiências estão e compartilhar mensagens de uma maneira com a qual eles fiquem bem confortáveis.

O ideal é as empresas revisarem as diferentes plataformas, levando em conta seus objetivos empresariais, e escolher aquelas que são melhores para as suas necessidades. No entanto, muito raramente apenas uma plataforma atenderá todas as necessidades de uma corporação multinacional. A chave para o sucesso na mídia social é usar várias plataformas para aproveitar suas principais vantagens e criar relacionamentos que gerem credibilidade para as empresas e marcas.

Outra descoberta interessante do estudo gira em torno do potencial de funcionários renegados. Muitas vezes os funcionários criam página de mídia social em nome das empresas, algumas vezes fora de suas funções profissionais e definitivamente sem orientação da empresa. Essas páginas podem emitir mensagens confusas e também podem criar uma falsa imagem sobre a empresa se forem abandonadas. É um desafio interessante para as empresas atualmente considerar como permitir que seus funcionários tenham voz, mas de uma maneira razoável para a estrutura de trabalho da empresa.

Mais informações, com slides e PDF, estão disponíveis no blog da Burson-Marsteller.

Erin Byrne é Chief Digital Strategist da Burson-Marsteller.


CES 2010 e o admirável mundo do entretenimento
jan21
Posted By Alessandra Neris
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Las Vegas, a cidade mais visitada e exuberante do mundo, não poderia ser melhor palco para abrigar a maior feira de eletrônicos do mundo, a Consumer Electronic Show 2010, que ocorreu na semana passada e contou com a “modesta” participação de mais de 110 mil pessoas. A Burson-Marsteller Brasil esteve lá e conferiu de perto inovações que deixariam Os Jetsons com inveja.

Foram muitas novas tendências e tecnologias no gigantesco Centro de Convenções de Las Vegas, mas foram os aparelhos e conteúdos 3-D e os novos formatos de notebooks que roubaram a cena. Empresas como Toshiba, LG, Samsung,Sony e Panasonic anunciaram televisores 3-D que estarão no mercado ainda em 2010, inclusive com transmissão 3D da Copa do Mundo disponível nos Estados Unidos. Já no Brasil, essas novidades estarão disponíveis dentro de dois ou três anos.

Os notebooks também foram apresentados em novos formatos, graças à miniaturização dos chips e aos avanços tecnológicos de empresas como a Intel, que apresentou durante a CES seu novo processo de fabricação de 32 nanômetros e a nova família Core. Esses avanços viabilizaram algumas das estrelas da CES, como o Slate, fabricado pela HP e que traz um novo conceito de tablet com software do Kindle, ou o notebook com tela transparente, apresentado pela Samsung. A Asus também roubou a cena, mas na área do design, apresentando notebooks e tablets que imitam com perfeição as feições de uma bolsa – com direito a versões em rosa-choque – e carteiras. O HP Slate, apresentado pelo CEO da Microsoft durante a abertura da feira, também fez sensação.

Outras novidades foram as dezenas de leitores de e-books, celulares de novíssima geração cheios de funções e equipamentos para comunicação e convergência. Nesta área, a Intel também brilhou com a tecnologia WiDi, que permite que você envie vídeos em alta definição do seu PC ou notebook diretamente para a televisão, sem a necessidade de fios ou configurações complicadas.

Passear pela CES é como viajar para o futuro, onde cada esquina traz uma coisa que você nunca imaginou que seríamos capazes de construir. É ao mesmo tempo um atestado da incrível capacidade do ser humano para criar e um lembrete do poder que a tecnologia tem para melhorar a vida das pessoas. E o que é melhor: ano que vem a feira volta, com tantas ou até mais novidades. No mundo da alta tecnologia, o progresso não pode parar.


Cloud chega à Terra
dez7
Posted By Fábio Barros

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Esta semana o Global Language Monitor anunciou “Twitter” como a palavra em língua inglesa mais usada em 2009. Muito bacana! Mas o estudo divulgado (que tem ainda as frases mais usadas e os nomes mais citados) pelo instituto de pesquisas do Texas traz outras informações que, vistas com mais cuidado, são sintomáticas.

Um exemplo? Cloud computing aparece como a sexta frase em língua inglesa de 2009. Assim como o Twitter, a computação em nuvem surge como hype e tende a desaparecer da próxima lista. Mas ao contrário do Twitter, a expressão deve desaparecer não por conta da perda de interesse dos usuários (vide a breve história do Second Life), mas ser absorvida no dia-a-dia de usuários e, agora mais que nunca, das empresas.

A pesquisa não diz, mas são grandes as chances de que o termo tenha entrado na lista justamente por causa do interesse criado em torno do uso corporativo das nuvens. Foi ao longo deste ano que vimos o conceito extrapolar o uso do Google como central de aplicativos de uso pessoal e chegar às empresas – usuárias e fornecedoras – com força. Bons exemplos são os casos de sucesso já divulgados pela M.Officer e Azul Linhas Aéreas.

Do lado dos fornecedores, há um esforço pela garantia de que as nuvens são seguras e, ao mesmo tempo, de desenvolvimento de novos serviços que as tornem mais atraentes. Um bom exemplo, que temos acompanhado de perto, é o da HP. Como fornecedora de hardware e software, ela é a responsável por diversas estruturas de cloud computing em operação hoje no mercado.

De outro lado, a HP tem desenvolvido uma série de serviços próprios que prometem turbinar ainda mais o uso das nuvens. Um exemplo: cloud printing. Imagine uma rede de impressoras estrategicamente instaladas em locais públicos que poderão ser usadas como serviço, sempre que necessário. É uma ideia que começa a tomar forma.

Outra? MagCloud. Você produz sua revista, envia o PDF via web e recebe o número de exemplares desejados já impressos no endereço indicado. Mais uma: um acordo com a Amazon.com nos EUA tem permitido a comercialização de livros fora de catálogo, impressos sob demanda.

Tudo isso mostra porque o cloud computing entrou na lista. E mostra porque, no dia em que seus livros forem impressos de forma personalizada, ele não estará mais lá.

Fábio Barros é Diretor da prática de TI e Inovação na Burson-Marsteller Brasil


Case da Burson-Marsteller conquista 29º POP – Prêmio Nacional de Relações Públicas
dez3
Posted By Regina Ielpo
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Francisco Carvalho (Presidente da Burson-Marsteller Brasil), Cibele Pereira, Regina Ielpo, Danúbia Teixeira (Equipe Bayer Schering Pharma) e Octávio Nunes (Diretor de Healthcare da Burson-Marsteller Brasil)

Você já ouviu falar do “Dia do Homem”?

Se você ficou sabendo dessa data comemorativa este ano, com certeza foi porque viu alguma matéria na TV, no rádio ou em portais de notícias. Resgatar a data da qual pouca gente no Brasil se lembrava e que é comemorada no País no dia 15 de julho foi a maneira que nós, do grupo de Healthcare da Burson-Marsteller, encontramos para inovar na divulgação da área de Saúde Masculina da Bayer Schering Pharma.

Junto com nosso cliente, desenvolvemos um projeto abrangente, com diversas ações para a população masculina. O ponto alto foi a realização de um mutirão de saúde pelo “Dia do Homem”, no vão do Masp, na Avenida Paulista, no dia 15 de julho. A ação teve o apoio da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e reuniu cerca de 1.500 homens, que fizeram testes de glicemia, pressão, IMC (Índice de Massa Corporal), circunferência abdominal e ainda puderam tirar dúvidas com médicos urologistas de plantão.

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Troféu e certificado do 29º POP – Prêmio Nacional de Relações Públicas

A repercussão da campanha na mídia, principalmente eletrônica, foi surpreendente, alcançando aproximadamente 39 minutos de reportagens sobre o tema e entrevistas com os porta-vozes médicos nas principais emissoras de TV do País.

Com a campanha “Dia do Homem”, conquistamos o 29º POP – Prêmio Nacional de Relações Públicas, conferido pelo Conselho Federal de Relações Públicas e pelo CONRERP 2ª Região, na categoria Relações Públicas nas Organizações Privadas. A cerimônia de premiação aconteceu no dia 2 de dezembro, no Teatro Vivo, em São Paulo.

Por Regina Ielpo, Danúbia Teixeira e Cibele Pereira


Sistema Imunológico Corporativo: um insight de como administrar um processo de mudança dentro das empresas
out14
Posted By Renata Cabrini

Diretora da Burson-Marsteller em Nova York desenvolve conceito que ajuda as organizações a lidarem com a resistência natural dos funcionários na hora de implantar novas diretrizes

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A cultura de uma organização pode ser estudada e os comportamentos humanos podem, em parte, ser previstos e antecipados. Com base nessa premissa, Diana Russell Shayon – Managing Director da Burson-Marsteller em Nova York e especialista em comunicação e performance organizacional, com mais de 20 anos de experiência junto a grandes corporações – desenvolveu um conceito inovador para entender e administrar a cultura organizacional: o Sistema Imunológico Corporativo.

Diana constatou que cada organização tem uma cultura e um sistema imunológico distintos. Tal qual o conceito de biologia, o Sistema Imunológico Corporativo ajuda as empresas a tomar boas decisões e evitar riscos desnecessários. No entanto, em tempos de mudanças, esse mesmo sistema imunológico pode destruir a capacidade da companhia de responder a novas demandas. Confira abaixo um resumo do estudo “O Sistema Imunológico Corporativo – O que é e como administrá-lo quando surgem as mudanças”, com os principais pontos de vista da autora sobre esse conceito.

O que é o Sistema Imunológico Corporativo?

Podemos definir o Sistema Imunológico Corporativo como a dinâmica organizacional na qual as pessoas resistem a mudanças em favor daquilo que lhes é familiar.  No ambiente corporativo, esse sistema naturalmente pode ajudar a reduzir decisões de risco na hora de empreender novos projetos e investimentos. Mas, quando falamos de grandes mudanças no mercado ou fases de desafios econômicos e competitividade, o que prevalece é o medo da mudança, o que pode criar bloqueios para o progresso.

Sem reconhecer a existência desse fenômeno e sem definir ações a respeito, até os melhores esforços para se criar novos rumos dentro da empresa podem fracassar – sem que a organização saiba o porquê do insucesso.

Evitar falhas no sistema imunológico exige duas ações coordenadas:

  • Em primeiro lugar, as lideranças da organização devem lidar com a consciência do sistema imunológico e suas manifestações em tempos de mudanças. Todos devem estar alinhados em termos de estratégias e direções corporativas, devem ser claros e consistentes em toda a comunicação quanto a essa nova direção, evitando disputas políticas.
  • Em segundo lugar, as lideranças devem se responsabilizar, individualmente, por estimular a discussão e o diálogo com os funcionários sobre as direções da organização, a necessidade de mudança e o que isso significa para os profissionais da empresa.

O processo de conhecer e participar

Mas como envolver os funcionários em um processo de mudança? Um insight interessante é o resultado de um estudo chamado de “Alinhamento Contínuo do Funcionário”, que mostra quatro fases distintas para introduzir novos conceitos e novas diretrizes, e como os funcionários vivenciam esse processo, saindo do estágio de “simplesmente estar ciente” até que tenham um comportamento de acordo com as novas diretrizes.

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(clique na tabela para ampliar)

  • A primeira fase é a “consciência”: uma boa comunicação interna pode levar a altos níveis de entendimento quanto às novas direções da organização. Isso se obtém a partir da abordagem de “o que, por que, como e seus benefícios”.

  • A segunda fase é o “entendimento”: ao perguntar aos funcionários que têm consciência das novas direções, somente metade deles de fato entendeu.

  • A terceira fase é a “relevância”: nesta fase, é importante que o funcionário entenda como a nova direção é relevante para as atividades do dia-a-dia.

  • A quarta e última fase é o “alinhamento”: quando o funcionário traduz o que entende e acha relevante em iniciativas e perspectivas como “estou agindo de forma diferente” ou “vejo meu gestor definindo as prioridades de forma diferente”.

Em suma, os esforços de comunicação são importantes para atingir os resultados e alcançar as novas direções da organização. É possível observar isso pela queda entre o número de pessoas que têm consciência das novas direções e o número de pessoas que efetivamente adquirem um novo comportamento.

Ressalta-se, ainda, a importância dos líderes e gestores em integrar mensagens das mudanças e novas direções nas discussões do dia-a-dia.

Mas o que faz as pessoas adotarem novos comportamentos?

  • Em primeiro lugar, o que chamamos de “Ligando os Pontos” (Connecting the dots), que consiste nos esforços dos líderes e gestores em colocar as novas direções nas pautas do dia-a-dia. Vale lembrar que os funcionários preferem receber esse tipo de informação diretamente de seus supervisores, em um processo de cascata da comunicação gerencial.

  • Em segundo lugar, os canais de comunicação, como publicações impressas ou eletrônicas e mídias sociais, devem “apoiar” as novas direções. Exemplos reais também ajudam.

Um obstáculo comum para atingir o nível de alinhamento necessário é que muitos gestores não adotam, na prática, essa comunicação com seus times.

Quando há o diálogo com os funcionários reforçando o quê, o porquê, o como e os benefícios das novas direções e o uso dos canais de comunicação, o percentual de pessoas que adotam o novo comportamento aumenta de 5% para aproximadamente 30-35%. Somente a partir daí a mudança e a implantação das novas diretrizes podem emergir, pois o Sistema Imunológico Corporativo estará pronto para responder a elas de forma diferente, superando a dinâmica cultural anterior.


Twitter é mídia social preferida das empresas do Fortune 100
ago5
Posted By Cely Carmo

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O Twitter é a mídia social mais utilizada pelas 100 maiores empresas do mundo, listadas pelo ranking anual Fortune 500. Em seguida vêm os blogs e os perfis no Facebook. Essa é a conclusão do estudo desenvolvido recentemente pela Burson-Marsteller e pela Proof Digital Media.

Das 100 empresas, 54% usam o Twitter para interagir com seus públicos. De acordo com Erin Byrne, Chief Digital Strategist da Burson-Marsteller, desse total, 94% das empresas usam suas contas no Twitter para divulgar notícias e lançamentos, enquanto 67% servem, ao menos parcialmente, como um canal de atendimento ao consumidor. E outros 57% utilizam o Twitter para promoções e concursos.

Os blogs, com 32%, e a rede de relacionamento Facebook, com 29%, ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugares entre as mídias sociais mais empregadas na estratégia de comunicação dessas empresas. No entanto, somente 17% usam as três ferramentas ao mesmo tempo.

Leia mais sobre o estudo nos blogs Mashable e Reuters Blog.


O poder dos virais na web
jul15
Posted By Renata Cabrini

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Cada vez mais as expressões “viral negativo” e “viral positivo” caem no conhecimento – e preocupação – das organizações. Previamente citamos exemplos da Pizza Hut e da Domino’s, quando estas identificaram a necessidade de ações baseadas na exposição que as marcas sofreram, uma de forma positiva e outra de forma negativa, na web.

O alvo da vez foi a companhia aérea americana United Airlines. Dave Carroll, cantor de coutry-folk que ia de Chicago para Nebraska em turnê, teve sua guitarra acústica Taylor quebrada no trajeto até o avião. Em sua manifestação de descontentamento e busca por reembolso o cantor publicou tanto em seu blog quanto em seu site todo o histórico que o levou a compor três canções reclamando da companhia. A produção envolveu até um videoclipe, entitulado “United Breaks Guitars” (“United quebra guitarras”), que atingiu, em poucos dias, quase 03 milhões de visualizações e repercussão em diversos meios eletrônicos.

A repercurssão também atingiu números significativos: no canal da CNN no Youtube, o vídeo foi visto mais de 160 mil vezes; no canal da FoxNews, as visualizações ultrapassam 39 mil. Além disso, o vídeo já ganhou mais de 10 reproduções no próprio Youtube e já existe até uma paródia de como a empresa usaria o vídeo internamente. Em seu twitter, o cantor atualiza as mídias em que estará presente e que incluem revistas, emissoras de rádio e TV.

Das três canções, a segunda já está com o clipe em andamento e a terceira será produzida em breve. Em sua justificativa, o cantor alega que durante nove meses fez contato com a empresa e que o máximo oferecido foi US$ 1.200,00 em vouchers para viagens futuras, quando este foi o custo do cantor para consertar o aparelho que, por sua vez, vale em torno de US$ 3.500,00.

Recentemente o cantor fez um novo vídeo em que agradece a audiência inesperada e atualiza que a companhia aérea fez contato oferecendo uma compensação “generosa, porém tardia”, e que ele não mais tem interesse em reembolsar o valor, sugerindo que a companhia doe este dinheiro para caridade e que “por favor, torne pública tal ação”.

No site da companhia aérea não encontramos nenhuma nota à respeito do ocorrido, mas, curiosamente, tem uma página apresentando seu “customer commitment”.

Estudos – como o feito pela Burson Marsteller, “e-Fluentials – The Power of Online Influencers” – dizem que uma reclamação atinge 17 pessoas enquanto uma menção positiva atinge um número inferior de 11 pessoas. O que atitudes como a do cantor Dave Carroll fazem é aproximar outros descontentes, de circunstâncias distintas, e criar, com isso, uma rede ou, o então citado, “viral negativo”.

Se “tudo na vida tem um lado A e um lado B”, é fato que essa manifestação serviu também para promover a carreira do passageiro e de algumas pessoas que “pegam carona” nesse contexto, como o fabricante da guitarra – o luthier Bob Taylor – que aproveitou o episódio, gravou um vídeo apoiando o músico e abrindo as portas de sua empresa a todos que tiverem suas guitarras precisando de conserto, além de dar instruções para evitar problemas durante o transporte aéreo dos equipamentos. A questão está no pilar em que isso foi baseado. No mais, é sabido que uma informação na internet tem poder de proliferação muito maior do que em qualquer outra mídia.

Cases e mais cases surgem diariamente provando que a internet tem uma dinâmica que não mais pode ser ignorada pelas organizações e que zelar por tudo o que aparece na internet sobre um nome ou uma marca deve ser parte do relacionamento entre organização-públicos e reconsiderado quando se discute estratégias de comunicação.


Ilha virtual
jun15
Posted By Luiz Gustavo Pacete

Em meio a um regime que limita a informação, um blog preocupa o governo cubano e prova que a internet derruba até barreiras políticas

blogueira_cubana O mundo virtual vive dias intensos, e a vida e o dia-a-dia das pessoas se convergem cada vez mais em múltiplas plataformas. Aqui no Brasil, muitos não possuem apenas um blog, mas vários. As finalidades são inúmeras, para distintos temas; a veiculação de informação é livre e os debates são os mais variados possíveis, desde a marca mais popular até campanhas sociais. Entretanto, ainda há lugares nos quais as pessoas podem ser presas simplesmente por se expressarem em um blog, dizendo o que pensam. Cuba é um exemplo disso. Muitos blogueiros não podem acessar sua própria página, bloqueada no país, e as publicações seriam impossíveis não fosse a ajuda de amigos no estrangeiro. Um caso emblemático e que passou a ser conhecido em todo o mundo é o da blogueira Yoani Sánchez (foto).

Nos últimos três anos, a rotina desta filóloga cubana mudou radicalmente, após ter decidido criar um blog em 2007, o Geração Y. Segundo Yoani, o blog começou como um diário pessoal em que pudesse expor suas ideias e compartilhar o dia-a-dia dos cubanos. Por meio dessa ferramenta ela foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, em 2008, pela revista Time. Além disso, conquistou diversos prêmios internacionais, que não pode receber, pois o governo não permitiu que ela saísse de seu país.

Para blogar, Yoani vai três vezes por semana a uma lan house e envia para amigos fora de Cuba os posts que já digitou no computador de sua casa. Seus amigos publicam, pois seu blog é bloqueado no país. Depois disso os comentários voltam para seu e-mail. Ela mesma se considera uma blogueira offline (que não navega na internet).

Os temas discutidos em seu blog vão da educação de seu filho às necessidades materiais de Cuba. De cultura e história às mudanças políticas que ocorrem em seu país. Yoani é um símbolo, e, além disso, movimenta o exército de outros blogueiros cubanos que, como ela, sonham em um dia ter liberdade de expressão. O movimento blogueiro cubano, encabeçado por Yoani, se reúne periodicamente para aprender a criar estratégias de se expressar mesmo em meio à repressão e a otimizar o tempo ao acessar a internet, já que as conexões são pagas e chegam a R$ 18,00 por hora.

Yoani foi notícia recentemente na BBC, na CNN e no New York Times. A TV estadunidense Marti, que é anti-Fidel e transmite desde Miami, exibe constantemente matérias com a blogueira. Ela é um novo símbolo da blogosfera no mundo. Seus posts chegam a ter mais de 1.500 comentários diários e os acessos passam de 2 milhões. Isso é prova da força que um blog tem e de que nem os regimes mais autoritários podem mais conter a onda digital. Como ela mesma diz, a blogosfera cubana, que está num processo embrionário, tira o sono de Fidel Castro.

Confira a entrevista exclusiva feita com a blogueira desde Havana, Cuba.

Luiz Gustavo Pacete – Como surgiu a iniciativa de criar um blog?
Yoani Sánchez – Em abril completei dois anos desta experiência. Surgiu como uma urgência de colocar para fora meus devaneios, livrar-me de um pesado fardo. Enquanto vi os primeiros blogs na internet pensei que também poderia ter um, me pareceu uma loucura, porém ao final criei e me dei conta de que fiz a escolha certa.

LGP – Qual é seu objetivo com este blog?
YS – Como já disse, o objetivo inicial era fazer um exorcismo, tirar meus devaneios do medo e da frustração. Quando descobri que havia leitores e logo quando começaram os comentaristas a debater no espaço que eu tinha aberto, me dei conta de que existia um objetivo mais elevado em manter funcionando essa praça pública virtual de onde os cubanos discutem nossos problemas.

LGP – Você foi coagida por se expressar no blog?
YS – Somente uma vez fui citada na estação de polícia e fui advertida de que não poderia fazer uma reunião no blog. A outra maneira que escolheram para me penalizar foi não permitindo que eu saísse da ilha nas ocasiões em que solicitei. Tenho a certeza de que me vigiam, escutam meu telefone, controlam minhas visitas e cada vez que podem me acusam de ser um invento fabricado pela CIA.

LGP – Como você faz para postar em seu blog, considerando as dificuldades de conexão?
YS – Nunca posto online, em primeiro lugar porque uma hora de conexão custa aproximadamente cinco ou seis euros, de maneira que tudo o que faço em casa levo em um pendrive a um local público. Não posso administrar diretamente meu blog porque ele está bloqueado para os leitores dentro de Cuba, desta forma envio os textos e fotos a amigos e eles se conectam. Ao mesmo tempo, os que me ajudam me enviam os comentários para que eu possa ter o retorno dos leitores.

LGP – Além de manter o blog, quais são os planos para o futuro?
YS – Tenho adiante duas etapas. A primeira e imediata acontecerá antes que as coisas mudem em Cuba. Neste tempo quero publicar livros e ajudar na formação de novos blogueiros. Na segunda, que é quando escrevemos Futuro com maiúscula, os planos são desmesurados. Ficaria encantada de participar de projetos de novos meios de difusão e editoriais, e não te conto mais para não parecer delirante.

LGP – Como falar de liberdade de imprensa em Cuba?
YS – A liberdade de imprensa, por sorte, não é total em nenhum lugar do mundo. Internet é talvez o ponto mais alto e em Cuba não está ao alcance da população, bem porque não existem recursos bloqueados. Todos os jornais, revistas, estações de rádio e televisão que funcionam no país estão absolutamente controlados pelo Partido Comunista, nem se quer pelo governo.

LGP – Como trabalha um jornalista em Cuba?
YS – Isso depende do veículo em que esteja. Existem algumas publicações em que os jornalistas têm horários abertos e outras oportunidades em que a rotina de trabalho se parece com uma fábrica. Por regra geral os jornalistas dos meios oficiais se especializam nos setores de produção, serviços, cultura ou esportes. Em cada um as regras são diferentes, porém em todos funciona a censura e o controle preventivo do que se deve ou não publicar.

LGP – Quais são as maiores necessidades do povo cubano?
YS – As necessidades materiais são: moradia, que talvez seja o problema mais difícil, alimentação, transporte, vestuário, utilidades domésticas, enfim, quase tudo. Porém, há outro tipo de necessidade como a de ter informação, liberdade para opinar ou para se associar.

LGP – O que mudou em sua vida cotidiana depois que se tornou conhecida mundialmente?
YS – Sigo vivendo no mesmo apartamento de arquitetura socialista, onde a substituição de elevadores soviéticos por elevadores russos me condena a subir 14 andares de escada há seis meses. Não tenho carro, me visto com o que aparece limpo, também não tenho secretária. Respondo muitas entrevistas, para o rádio, a televisão, jornais e revistas de quase todo o mundo. Também me pedem colaborações jornalísticas e participação em eventos, algo de que o governo não me deixa participar.

Por Luiz Gustavo Pacete, da equipe de Technology da B-M Brasil


O outono da matriarca 2.0
jun2
Posted By Rafael Freire

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Em seu aniversário de 95 anos, um presente mais que inesperado, algo que ela nunca havia imaginado ganhar, mas que em pouco tempo lhe trouxe alegrias e uma nova motivação. Como entender que um simples blog presenteado pelo seu neto poderia mudar tanto a sua vida? Dois anos e cinco meses depois, a notícia da morte de María Amelia López Soliño, até então a blogueira mais velha do mundo, foi veiculada em sites de vários países como Espanha, Brasil, China, Japão, Estados Unidos, entre outros.

“Quando estou na internet, eu esqueço a minha doença. É uma boa distração. Você é capaz de se comunicar com as pessoas, isso desperta o cérebro e te dá muita força. Porque isso me faz me sentir menos sozinha, afinal, eu estou conversando com um amigo”, afirmou María Amelia em um vídeo publicado no YouTube e em seu blog. Nascida em 23 de dezembro de 1911, em Muxia, um vilarejo na costa da Galícia, María Amelia conseguiu mais de 1.777.000 visualizações (segundo estatísticas do próprio blog) dos cinco continentes. Entre seus principais assuntos estão suas histórias e memórias da época do governo de Franco e da Guerra Civil Espanhola, sua rotina e doença, além de opiniões sobre vários assuntos atuais como política e comportamento.

Com a experiência positiva, María Amelia defendia que todos os idosos tinham que aprender a ter acesso a internet – por essa ser uma forma eficiente de driblar a solidão.  A repercussão foi tão grande que ela chegou a ter um encontro com o primeiro ministro espanhol, José Luís Zapatero, que reconheceu a importância de seu blog.

“[O blog serve para] animar todos os idosos que tenham internet. Para que seus familiares façam um esforço pra ensiná-los. Assim poderão conhecer gente nova, se comunicar e aprender coisas novas todos os dias”, diz a espanhola no perfil do blog. De acordo com um estudo do Pew Internet and American Life Project realizado nos Estados Unidos, de 2005 a 2008 a porcentagem de internautas entre 70 e 74 anos cresceu 19%, já entre pessoas acima de 75 anos cresceu 10 %.

A notícia da morte de Maria Amelia foi postada no blog pela família e desde então já teve mais de 1.300 mensagens de leitores. Entre os blogueiros da terceira idade, merece destaque o ator Kirk Douglas, que aos 92 anos atualiza com freqüência sua página no MySpace. Já no Twitter, a recordista é a britânica Ivy Bean, que aos 104 anos possui mais de 15 mil seguidores no serviço de microblog… e que rende assunto para outro post…

Depois ainda dizem que blog é coisa de adolescente.


Viral na web é estratégia das telonas
mai13
Posted By Wilson Domeneghetti Monticelli

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A expectativa pela estréia de um filme nos cinemas tende a repercutir nas mídias sociais agora também impulsionada por campanhas virais. Em redes como YouTube e Twitter, por exemplo, personagens principais de uma produção aparecem convidando fãs e curiosos a interagir e geram buzz.

Os recentes X-Men Origins – Wolverine e Watchmen foram divulgados tanto em sites oficiais como em blogs temáticos e redes sociais. Segundo o jornalista Daniel Hessel Tech, no site da revista Exame, o Buddy Poke do Wolverine, lançado no final de março, no Orkut, atraiu 300 mil usuários em apenas três dias. O trailer mais acessado do filme, publicado em dezembro no YouTube – e já cancelado por reivindicação de direitos autorais pela Twentieth Century Fox –, foi visto por mais de 2,5 milhões de internautas e disponibilizado há um mês pela Marvel, alcançou aproximadamente 1,2 milhão de visualizações.

No ano passado, o blockbuster Batman – Cavaleiro das Trevas foi tema de massiva campanha viral ao redor do mundo. Inúmeros hotsites, como Eu acredito em Harvey Dent e Why so serious? – focado no Coringa –, foram criados para inserir o público no universo do filme por meio de diversos jogos.

Essa prática, chamada de ARG (Alternate Reality Game), envolve a criação de jogos de interação com o público no filme, propondo algo como uma “caça ao tesouro”, em que o prêmio pode ser um ingresso ou brindes promocionais. A campanha viral do Coringa, a mais marcante da franquia, aconteceu também no Brasil. O site Omelete descreveu a sensação de encontrar vários fãs caracterizados como o palhaço do crime em pleno vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e a ação ainda foi registrada no Flickr.

Experiências como essas revelam o potencial de campanhas em mídias sociais, como parte de fortes estratégias de comunicação e marketing, colocando o público como participante ativo em propostas de interação tanto digital quanto real.


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